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  • Foto do escritorocanalcaicara

Passeio cultural: Agora você pode visitar a Fazenda Engenho D’Água, em Ilhabela!


Em comemoração aos 216 anos de Emancipação Político-Administrativa da cidade, o local histórico, de grande beleza arquitetônica e patrimônio cultural é reaberto para visitação.


O evento que marcou a abertura do Parque Municipal Fazenda Engenho D’Água foi dia 22 de setembro e contou com a presença de autoridades municipais e do arqueólogo Plácido Cali, que apresentou seu novo livro.


Quem for visitar o local poderá apreciar também uma exposição que conta a história da Fazenda e, durante o evento, o prefeito Toninho Colucci, sinalizou a possível reativação em breve do “Museu da Cachaça”.


PARA QUEM FOR VISITAR: A fazenda está aberta de segunda a segunda, sempre das 10h às 17h e fica na avenida Pedro Paula Moraes, s/nº, no Engenho D’Água/Ilhabela.

Para trazer as raízes Caiçara desta história, trazemos abaixo o relato da jornalista Maria Angélica de Moura Miranda sobre a Fazenda Engenho D’Água.

Conheci a Fazenda Engenho D’Água funcionando, meus pais faziam piqueniques com os amigos e Ilhabela/SP, era um dos nossos destinos. Lembro dos canaviais, onde corríamos e brincávamos, do interior do prédio, quando tomávamos garapa e comíamos nossos lanches.

Além da lembrança do lugar uma coisa para mim é muito significativa, o perfume da cana sendo moída e o cheiro da pinga. Como estávamos acostumados com esse passeio, levávamos os nossos primos que vinham de São Paulo, nas férias.

Uma vez meu irmão, que tinha 12 anos e dois primos menores, subiram pelo canavial e se embrenharam na mata, quando meus pais e meus tios se deram conta, eles estavam perdidos.

Foi um desespero total, veio um monte de gente ajudar a procurar as crianças. Lembro que foi uma tarde inteira de aflição e quando já escurecia apareceu um caiçara com os meninos chorando.

Na década de 80, quando já morava em São José dos Campos, costumava levar pinga de Ilhabela para presentear meus amigos.

Nessa época a pinga de Ilhabela era tão famosa que fiquei sabendo, através do meu tio Álvaro Puertas (82), que era Encarregado do DER, que os donos de Engenho compravam pinga de Paraibuna em barril, que vinham de caminhão, para engarrafar em Ilhabela, pois a demanda era maior que a produção.

Agora fico feliz por saber que esse prédio que me traz tantas recordações, ficará aberto para visitas. Esse espaço é um patrimônio do Litoral Norte e fico imaginando quantas outras histórias ainda serão vividas ali!

Maria Angélica

UM POUCO MAIS SOBRE A FAZENDA


A fazenda traz forte registro da época colonial, com uma área de cerca de 43 mil metros quadrados. Construída no período da produção açucareira do litoral, em meados do século XVIII, e posteriormente adaptada para tentar acompanhar o a grande produção de café no Vale do Paraíba, no século XIX, buscando cultivá-lo. A técnica construtiva utilizada é mista: no pavimento térreo a alvenaria é de pedra e, no superior, divisórias de pau-a-pique e pilares de pedra.


São cinco construções e objetos do século XVII, todos totalmente preservados e em ótimo estado de conservação. Uma piscina, uma represa, dois canais de água enrocados de pedras, um aqueduto elevado, uma roda d’água, um engenho de cana de açúcar, um alambique de cobre e cinco toneis de madeira amendoim com capacidade de 20 mil litros cada, além de um trator e um caminhão de 1932, os primeiros veículos de Ilhabela.


Fotos: Maria Angélica de Moura Miranda
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